Parceria com o IPEN – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares desinfetou obras dos séculos XVI a XVIII

Construir e, sobretudo, preservar um acervo de livros antigos não é tarefa fácil. Além da própria ação do tempo e do manuseio e armazenamento incorretos, insetos, ácaros, fungos e outros micro-organismos podem ser fatais para a durabilidade das obras. Por isso, para evitar a deterioração de 15 de seus exemplares mais antigos, que datam dos séculos XVI a XVIII, a biblioteca do CSL recorreu a um método novo, simples e eficiente de conservação de livros antigos: a radiação gama.

A desinfecção por radiação gama é feita pelo IPEN – Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares. O Colégio contatou o IPEN por meio de Pablo Vásquez, Coordenador do Centro de Tecnologia das Radiações, que se disponibilizou a receber e desinfetar gratuitamente os livros da nossa biblioteca.

A radiação gama é feita por uma câmara de irradiação de Cobalto-60, conhecida como Irradiador Multipropósito Cobalto-60. O método não deixa resíduos radioativos nos materiais, o que dispensa a quarentena e permite que eles possam ser manuseados com segurança logo após o processo. A radiação gama tem sido usada para esterilizar e desinfetar livros, obras de arte, alimentos, embalagens, fármacos etc.

Agora, de volta ao Colégio, os livros estão sendo higienizados pela equipe da Biblioteca e serão acomodados em caixas especiais. “Como se trata de um material frágil, com papel muito antigo e que se deteriora facilmente, a intervenção respeita medidas especiais de limpeza e acomodação das obras.

Vamos usar pincéis macios, as trinchas, para limpar o papel e depois vamos guardar os livros, devidamente catalogados e descritos, em caixas de papel de PH neutro. Ao contrário do papel comum, mais ácido, o papel de PH neutro, ou acid free, mantém inalterada a resistência original dos documentos, não oferecendo nenhum risco para a integridade das obras”, explica Gládis Schmidt, coordenadora das bibliotecas do CSL.

Agradecemos ao IPEN pelo serviço de valor inestimável, que permitirá que obras antigas e raras permaneçam preservadas para consultas e estudos, constituindo um patrimônio cultural que não pertence apenas ao Colégio São Luís, mas ao Brasil.