A orientadora educacional do Ensino Médio, Ednéia Markevicius, escreve sobre o papel da escola no momento de decisão profissional dos alunos

A terceira série do Ensino Médio é o final da educação básica e também uma época de muitas mudanças na vida dos jovens, que se preparam para os exames vestibulares e vivem conflitos na escolha do caminho profissional a seguir. Para Clara Regina Rappaport, autora de vários livros sobre psicologia do desenvolvimento, “a escolha na adolescência se apresenta como urgente e necessária, pois sinaliza o final da infância e a participação mais efetiva no mundo adulto.” (in Escolhendo a profissão, 2000, p. 8-9)

Este cenário, para alguns, gera angústia e stress. Nossos adolescentes lidam diariamente com uma quantidade torrencial de informações e escolher uma carreira ou profissão pode ser uma tarefa difícil, pois muitas vezes ainda não têm clareza do que querem ser na vida.

A adolescência é o período em que os jovens iniciam a descoberta de suas preferências, de seus valores, de seus talentos e de que estilo de vida pretendem construir. A decisão pela escolha profissional a ser feita é um processo que se inicia em casa, vivenciando as atividades da família, e é complementado na escola com a orientação profissional, que deve oportunizar ao aluno uma reflexão para o autoconhecimento e o conhecimento das profissões que estão no mercado de trabalho. Selecionei um trecho do livro Orientação para a escolha profissional, do educador Robert L. Gibson, que explica bem essa questão (1975, p.10):

Primeiramente, a escolha profissional é um processo que se inicia no máximo aos seis ou sete anos e de modo mais característico em torno dos dez anos ou mais. Em segundo lugar, desde que cada decisão durante a adolescência está relacionada com a experiência de cada um, até então, a qual, por sua vez, exerce influência sobre o futuro, o processo de tomada de decisão é basicamente irreversível.

Na escola, o papel da orientação profissional não é dar respostas ao adolescente, mas sim ajudá-lo a fazer suas escolhas de forma mais segura e satisfatória. É importante ressaltar a dúvida que o jovem tem. Questioná-lo sobre o que imagina para o futuro, daqui a 10 ou 15 anos, é fundamental para mostrar que o vestibular não é o grande vilão da história, mas sim um dos degraus a ser vencido no caminho de construção de sua carreira profissional.
É nessa hora, da dúvida, que o jovem precisa parar, refletir e usar as ferramentas que possui: quem ele é, o que gosta, o que sonha, o que sente prazer em fazer, quais habilidades e competências, medos e dificuldades possui, quais expectativas ele cria e como lida com as expectativas da família, dos amigos e da sociedade.
Após observar e reconhecer o que carrega em sua bagagem, terá mais clareza para aproveitar as oportunidades que o Colégio proporciona na busca por informações sobre diversos caminhos profissionais.
A partir do 9º ano, o trabalho de orientação educacional envolve momentos dedicados à escolha da carreira por meio de conversas, debates, entrevistas com profissionais e visitas a universidades. O maior evento com este objetivo é o Fórum de Profissões, realizado anualmente em três datas, entre maio e junho, com a participação de cerca de 100 profissionais disponíveis para falar sobre suas áreas de atuação com os alunos.

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