Aula especial no heliponto

14 de Agosto, 2006

As turmas de 3ª série E.F.I tiveram uma aula diferente na última semana, dias 9 e 11 de agosto, quando visitaram com as professoras, coordenação e segurança do Colégio, o heliponto do edifício São Luís Gonzaga, na Av. Paulista.

Subir até o 24º andar já foi uma aventura para os alunos. “É muito alto, mas é lindo”, conta Ana, aluna da 3ª série. Lá em cima, as professoras trabalharam durante cerca de 40 minutos os pontos cardeais, indicando alguns locais de referência da cidade de São Paulo, para facilitar a localização dos alunos.

Ao Norte, a Serra da Cantareira, ao Sul, o Palácio do Governo, a Leste os alunos identificaram o Parque do Carmo e a Oeste o Pico do Jaraguá. “Conseguimos trabalhar também outros assuntos, como a poluição e os locais onde ainda temos áreas verdes, a diferença entre as regiões que está ligada à qualidade de vida”, explica Ana, professora da 3ª série.

Confira aqui as fotos desta aula especial.

Departamento de Comunicação

Iñigo Lòpez de Oñaz y Loyola nasceu em 1491  no Castelo de Loyola, perto da cidade de Azpeitia, na Biscaia, em Espanha. Cresceu numa família católica, sendo o mais novo de 13 irmãos, filho de Beltrán  Ibañez  de Oñaz e Loyola e Marina Sánchez de Licona, tinha 5 irmãs e 6 irmãos.  A mãe morreu quando ele tinha 6 anos e o pai quando tinha 16 anos. A sua infância foi de menino da nobreza. Aos 16 anos foi completar a sua educação em Arévalo, como pagem do tesoureiro real Juan Velázquez  de  Cuéllar a quem acompanha à corte, levando uma vida mundana, buscando prestígio, honra e fama. De modo especial admirava D. Catarina de Áustria, irmã mais nova do Imperador Carlos V e futura Rainha de Portugal.

Aos 27 anos, por morte do fidalgo Juan, ficou ao serviço do Duque de Nájera, vice-rei de Navarra, e começa a aventura de audaz cavaleiro.

Defendeu com algumas centenas de soldados Pamplona, capital de Navarra, atacada pelos franceses, rejeitando a rendição. Vê a morte muito perto e o seu coração de cristão pensa em Deus, reza e faz confissão da sua vida a um companheiro de armas. Em 20 de maio de 1521 foi gravemente ferido, uma bala de canhão estilhaçou a sua perna direita e ficou também muito mal da esquerda. Só então a cidade se rendeu.

Os franceses vitoriosos trataram-no com grande atenção, reconhecendo a sua valentia e duas semanas mais tarde levaram-no ao seu Castelo de Loyola, onde haveria mais facilidades de tratamento do que numa praça de guerra.
Como a perna ficara mais curta a seu pedido foi realizada uma nova operação, o que o levou à porta da morte. Pediu a Santa Unção pois queria estar pronto para se apresentar diante de Deus.  Inácio tinha particular devoção a S. Pedro, rezou-lhe com devoção e começou a melhorar precisamente na Vigília da Festa a 28 de junho.

Para se entreter pediu romances de cavalaria, mas como não os havia no Castelo de Loyola, por isso, para passar o tempo leu a Vida de Cristo do cartuxo Ludolfo de Saxónia e algumas vidas de santos entusiasmando-se com a de S. Francisco e S. Domingos.

Foi nesse tempo que foi percebendo a “desolação” e a “consolação” como critérios de discernimento para conhecer a vontade de Deus, experiência fundamental que foi anotando num caderno. Inácio sem o saber estava a fazer os Exercícios Espirituais, que foi desenvolvendo ao longo da sua vida, para melhor ajudar os outros.

Uma noite ajoelhando-se diante de uma imagem de Nossa Senhora tomou a resolução de se entregar todo e para sempre ao serviço de Deus. Passados dias apareceu-lhe Nossa Senhora com o Menino ao colo e sentiu o seu coração purificado de qualquer afeto menos puro. Na sua vida como peregrino e na sua busca do que podia fazer por Deus, acolhe-se à proteção da Virgem Maria, pedindo-Lhe que o leve por bom caminho.

Pelos fins de fevereiro de 1522, dez meses depois do acidente de Pamplona, estava restabelecido, embora manco. Agora, após a sua conversão interior queria levar uma vida nova. Por isso quando deixa o solar de Loyola começa por se dirigir ao Santuário de Aránzazu para lá orar com muita devoção a Nossa Senhora das Vascongadas.

Parte depois para Montserrate em março de 1522.

Pelo caminho encontra um mouro que duvidava da virgindade de Maria, discutiu com ele. Quis persegui-lo, mas soltando as rédeas, a mula desviou-se por outro caminho.

Ao longo da viagem fazia diariamente muito tempo de oração e penitencia, fez voto de perpétua castidade, oferecendo-o a Deus por intermédio da Virgem Maria. Após três dias de preparação fez uma confissão geral de toda a sua vida no Mosteiro beneditino de Montserrate, onde doou a mula.

Ao cair da tarde da vigília da Anunciação, em 24 de março de 1522, deu a um mendigo os seus vestidos ricos de cavaleiro e vestiu-se de pobre peregrino, arranjou um bordão e uma cabaça.

Passou a noite diante do altar da Virgem Negra de Montserrate, fazendo a sua velada de armas como cavaleiro de Deus e entregou o punhal e a espada como oferta votiva a Nossa Senhora.

Passou toda a noite em oração, oferecendo o seu ser, o seu coração, o seu trabalho e o seu projeto de servir só e sempre o Senhor de todas as coisas, Jesus Cristo Rei Universal, pensando no “SIM” de Maria no dia da Anunciação.

Na manhã seguinte dirige-se a pé para Manresa, onde se aloja no Hospital de Santa Luzia, como pobre mendigo, vivendo de esmolas, ele que fora um grande fidalgo… agora quer imitar e seguir a Jesus pobre…

Em Manresa fez grandes penitencias, ia para uma gruta, no silêncio, fazia cerca de sete horas de oração de joelhos. Foi um tempo de grandes tentações e de dúvidas interiores, chegou a pensar no suicídio. Mas ao mesmo tempo foi uma ocasião de grandes graças. Confessava-se todas as semanas, participava na Eucaristia todos os dias, lia a Paixão de Cristo com muito gosto. Teve várias vezes a visão de Jesus e de Maria e profundas experiências espirituais sobre os mistérios da Santíssima Trindade, da Criação e da Encarnação de Cristo. Um dia nas margens do rio Cardonner teve uma grande iluminação interior, conhecimento dos mistérios de Deus, superior a todos os dons, graças  e revelações do resto da vida. A partir daí tudo lhe pareceu novo, daí querer buscar e encontrar, através da oração, Deus em todas as coisas.

Nesta estada em Manresa, sob a proteção de Nossa Senhora começa a escrever o livro dos “EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS”,  onde nos deixou as idéias fundamentais das suas horas místicas nas margens do Cardonner. Agora se vive pobre, já não é por penitencia, mas porque Jesus viveu assim. Começa a ajudar os outros, a cuidar dos doentes e necessitados, porque Jesus curava, pregava…

Deixou Manresa em 18 de fevereiro de 1523 com idéia de peregrinar à Terra Santa. Começou por se dirigir a Barcelona, e aí pediu ao capitão de uma nau que o levasse de graça até Itália.  Pediu esmola para comprar as provisões para a viagem e deixou as moedas que lhe sobraram numa pedra do cais para quem precisasse. A 29 de março de 1523, Domingo de Ramos, chega a Roma, onde dois dias depois obtém do Papa Adriano VI licença para peregrinar à Terra de Jesus. Logo em abril põe-se a caminho de Veneza onde conseguiu lugar grátis num navio mercante que iniciou a viagem em 14 de julho.
A 1 de setembro desembarcou em Jaffa. A 4 de setembro chegou a Jerusalém. Com grande emoção visitou os lugares santos, onde rezou, viu e tocou os locais santificados pelo seu Senhor e Salvador.

Teve de deixar a Terra Santa, ele que sonhara ficar ali o resto da vida. Veio-lhe um grande desejo de voltar ao Monte das Oliveiras, queria ver de novo a pedra donde Jesus subiu ao Céu.

No longo e acidentado regresso a Itália teve tempo de perguntar-se a si mesmo: Que vou fazer agora? Que deseja Deus que eu faça? Descobriu que Jerusalém é todo o mundo, Jesus vive em todo o mundo e todo o mundo necessita da luz de Jesus…

Em janeiro de 1524 estava de novo em Veneza, e convenceu-se que se queria trabalhar por Deus devia dedicar um longo tempo aos estudos. Por isso, em fevereiro foi para Barcelona. Já com 33 anos senta-se no meio das crianças da escola a estudar, dedicando-se também ao serviço do próximo. Aí começou a ter o desejo de juntar algumas pessoas para em sua companhia se porem ao serviço divino. Esteve lá dois anos e foram duas mulheres, Isabel Roser e Inês Pascual que  proveram ao seu sustento e moradia. Acabados os estudos em Barcelona em 1526, foi estudar para a Universidade de Alcalá, onde ficou cerca de ano e meio. Aí, trabalha com os pobres, ensina a doutrina cristã e dedica-se a orientar Exercícios Espirituais e por isso teve três processos com os Tribunais da Inquisição e chega a estar preso quarenta dias.
Como alguns companheiros se juntavam a ele e vestiam do mesmo modo, ao serem proibidos de assim vestirem, respondeu: “O nosso hábito é apenas uma túnica própria da nossa pobreza, mas se não convém que sejam iguais, vamos tingi-las de cores diferentes.”

Proibiram-no de ensinar doutrina e orientar Exercícios Espirituais, o que lhe causava muito sofrimento, pois queria ajudar as almas.

Por conselho do Bispo de Toledo em Julho de 1527 vai continuar os estudos em Salamanca, onde logo foi acusado de ensinar doutrina e por isso foi encarcerado vinte dias num compartimento onde havia muita sujeira, mas alegra-se por sofrer por amor de Jesus Cristo. Vendo os juizes que nada ensinava contra a fé, resolveram pô-lo em liberdade, mas proibindo-o de ensinar. Então decidiu ir para Paris, aonde chega a 2 de fevereiro de 1528 e onde passou sete anos.
Como não tinha recursos para financiar os estudos na Sorbona mendigava, mas isso fazia-lhe perder o precioso tempo de estudo. Graças a donativos de pessoas amigas e a umas colectas que fazia nas férias, na Holanda e  na Inglaterra conseguiu custear as despesas e até ajudar outros colegas.

Em Paris arranjou novos amigos, partilhava o quarto com Pedro Fabro e Francisco Xavier. A este que aspirava ter grande fama como professor da Sorbona, muitas vezes lhe disse: “De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a sua alma?”

Pedro é o primeiro a fazer os Exercícios de mês, depois fazem os outros, passam a ter o mesmo desejo de seguir como ele uma vida radicalmente apostólica e o seu ideal era pregar em pobreza e humildade, vivendo como os apóstolos o maior serviço de Deus e do próximo. Eram amigos no Senhor e querem estar perto de Jesus, daí a ideia de irem a Jerusalém. Pedro é o primeiro a ser ordenado sacerdote em 30 de maio de 1534, grande decisão que tomou após os Exercícios para melhor servir a Deus e aos homens.

No dia 15 de agosto de 1534, Festa da Assunção de Maria, o pequeno grupo de amigos, Inácio de Loyola, Nicolau Bobadilha, Pedro Fabro, Diogo Lainez, Simão Rodrigues, Afonso Salméron e Francisco Xavier reuniram-se na Capela dos Mártires em Montmarte e na Eucaristia celebrada por Pedro Fabro, único sacerdote do grupo, antes da Comunhão e diante da Sagrada Hóstia, fizeram os votos de pobreza, de castidade e de peregrinação à Terra Santa. Se depois de um ano não pudessem ir, pôr-se-iam à disposição do Papa para que os enviasse para onde julgasse mais conveniente. O grupo torna-se cada vez mais unido pelo mesmo ideal.

A saúde de Inácio não estava boa e por conselho dos médicos e dos amigos determinou-se em abril de 1535 a passar uma temporada na sua terra natal. Aí fica três meses. Embora contrariando o seu irmão Martim que queria que ele ficasse no solar de Loyola, prefere viver pobre, de esmolas que mendigava de porta em porta.

Pede alojamento no Hospital, atende os marginalizados, prostitutas, empestados, mendigos, menores abandonados, ajuda os necessitados, ensina o catecismo às crianças e às pessoas incultas, estabelece a paz nas famílias, orienta Exercícios Espirituais, dedica-se à conversão pessoal de cada um. Aproveita para visitar as famílias dos seus companheiros e tratar de vários assuntos.

Depois se pôs novamente a caminho de Itália, voltou para Veneza, onde ficou um pouco mais de um ano à espera dos amigos, como tinham combinado, para irem à Terra Santa. Foi dando Exercícios. Entretanto o grupo ia crescendo, agora com Pascácio Broet, João Codure e Cláudio Jayo.

Os companheiros  de Inácio saíram de Paris em novembro de 1536, apesar das dificuldades do frio, da chuva, do comer, iam falando de Deus a todos que encontravam.

Em 8 de janeiro reuniram-se todos em Veneza, mas como o navio para a Terra Santa só iria a meio do ano, Inácio resolveu provar os seus doutores  que acabavam de chegar de Paris com brilhantes títulos universitários e decidiu que se instalassem nos Hospitais para se ocuparem dos doentes, dos leprosos, das vitimas da peste, dos agonizantes, dos pobres, e ensinarem a doutrina ao povo simples.

Passados dois meses manda-os a Roma, onde em 3 de abril na audiência com o Papa Paulo III, recebem a benção, a licença para irem em peregrinação à Terra Santa, a autorização para a Ordenação Sacerdotal e ainda um bom donativo. Foram ordenados em Veneza em 24 de junho de 1537. Por causa da guerra com os turcos foram suspensas as viagens para lá. Apesar de tudo o grupo não pôs de parte definitivamente o seu plano. Se no prazo de um ano não pudessem fazer a viagem, então como tinham prometido em Montmarte pôr-se-iam à disposição do Papa.

Antes de se separarem combinaram que quando  lhes perguntassem quem eram, responderiam “Companheiros de Jesus”, tinham sempre os olhos fixos em Jesus e queriam sempre conhecê-lo melhor para mais O amarem e melhor O servirem, servindo  o próximo, a fim de tornarem visível o amor de Deus aos homens.

Entretanto Inácio, Pedro, Lainez são chamados a Roma, os outros se espalham por cidades universitárias do norte, onde o seu apostolado poderia ter maior influência.

A caminho de Roma, já perto, Inácio teve uma experiência espiritual muito profunda, quando entrou numa capela chamada La Storta. Aí sentiu que Deus lhe dizia “Em Roma vos serei propício”. Compreendeu que Deus não queria que fossem a Jerusalém, mas que O servissem em Roma.

Inácio, depois de ordenado sacerdote, decidira permanecer um ano inteiro sem celebrar a Eucaristia, preparando-se e pedindo a Nossa Senhora que o quisesse “pôr com Seu Filho”. Estando em oração na capela de La Storta sentiu claramente que Deus Pai o punha com seu Filho. Foi a visão de La Storta em 15 de novembro de 1537. Inácio disse que lhe parecia ver Cristo com a cruz às costas, e junto dEle o Eterno Pai que lhe dizia: “Quero que tomes este por meu servidor”. E assim Jesus o tomava e dizia: “Quero que tu nos sirvas”

Entraram em Roma, onde Inácio ficaria até à morte. Passaram por várias perseguições e sofrimentos. Desvaneceram-se todas as esperanças da ida a Jerusalém. Então Inácio que tinha alimentado a idéia de celebrar a primeira Missa em Belém, celebrou-a na noite de Natal de 1538 na Basílica de Santa Maria Maior no altar de Presépio. Entretanto como tinha combinado, o grupo foi oferecer-se ao Papa Paulo III, que aceitou esta oferta com muita alegria e lhes confiou várias tarefas pastorais.

Pregavam, ouviam confissões, davam catequese, e dedicavam-se a grandes obras de caridade, tanto mais que surgiu uma grande fome em Roma. Inácio e os companheiros cuidavam e albergavam centenas de necessitados. Não faltava, é claro a orientação de Exercícios Espirituais.

O Papa confia-lhes novas Missões, isso suscita uma questão, deveriam dissolver a sua comunidade ou permanecer unidos fundando uma Ordem? De março a junho de 1539 reunia-se o grupo cada noite para fazer oração e ponderar os assuntos diante de Deus. Decidiram fundar uma Ordem, a Companhia de Jesus. Esta célebre deliberação foi selada com uma cerimônia solene em 15 de abril onde após a Eucaristia assinam um documento em que se comprometem a entrar na Companhia, caso o Papa confirme a sua fundação.

Inácio resumiu todas as outras deliberações no que foi a primeira Fórmula do Instituto e entregou ao Papa Paulo III em 3 de setembro de 1539, que logo aprovou oralmente. Mas só a 27 de setembro de 1540 veio a bula ” Regimini militantis Ecclesiae” de Paulo III com a confirmação por escrito aprovando a fundação da Companhia de Jesus, com ordem de escolherem um geral e redigir Constituições.

A 2 de abril de 1541 teve lugar a eleição do Geral, que seria eleito para toda a vida, conforme unanimemente decidiram.
Rezaram durante três dias e no dia 5 todos escolheram Inácio. Este tinha escrito na sua cédula que elegia aquele a quem fosse dado maioria de votos, excetuando ele próprio.
Em 13 de abril voltaram a repetir a votação e o resultado foi o mesmo. Então Inácio retirou-se para o convento de San Pietro Montorio e aí o seu confessor aconselha-o a aceitar pois o resultado das duas votações mostra a vontade de Deus. Numa reunião em 19 de abril Inácio aceita o cargo de primeiro Superior Geral.

Três dias depois em 22 de abril Inácio e os companheiros presentes na Basílica de S. Paulo extra muros fazem a profissão solene, a expressão da união mais estreita à Ordem. Na Eucaristia celebrada por Inácio, antes da Comunhão pronunciam a fórmula solene da entrega das suas vidas, fórmula que tinha sido aprovada pelo Papa. Os companheiros espalhados pelo mundo em missões, farão a sua profissão noutras ocasiões e lugares.

O desejo da maior glória de Deus, do bem mais universal, da salvação das almas leva-o a uma intensa atividade. Apesar dos numerosos trabalhos com a Companhia e os seus membros em Missões por vários lugares do mundo, Inácio continuou a dar Exercícios, escreveu milhares de cartas, deu catequese, pregou, fundou várias obras sociais e caritativas. Ao mesmo tempo ia trabalhando nas Constituições, com dez partes, junto com o Exame Geral. A aprovação por parte da Companhia foi já depois da sua morte, na 1ª Congregação Geral em 1558.

Dedicava muito tempo à oração. Tudo centrava na Eucaristia, na sua preparação diária, nas longas ações de graças e na presença junto a Jesus Eucaristia. Mesmo fora deste tempo destinado à oração, procurava encontrar Deus em todas as coisas, nas conversas, ao tratar de negócios, a caminhar nas ruas, nas criaturas, em tudo. Procurava a união com Deus em todas as ocasiões, ser contemplativo na ação. Em tudo amar e servir.

Em 31 de julho de 1548, pelo breve “Pastoralis officii”, o Papa Paulo III aprovou o livro dos Exercícios Espirituais, depois de ter visto os frutos obtidos em diversos lugares.

Submeteu à aprovação do Papa uma nova redacção da Fórmula que foi aprovada em 21 de julho de 1550 pelo Papa Júlio III, mediante a bula “Exposcit debitum” que até hoje não sofreu nenhuma alteração, permanecendo como a magna carta da Companhia de Jesus.

A saúde de Inácio muito frágil, devido talvez a muitas penitências e grandes jejuns nos primeiros tempos, ia-se debilitando sobretudo por um problema de vesícula. E foi disso que morreu na manhã de 31 de julho de 1556, com 65 anos. Nessa noite ainda lhe ouviram rezar baixinho: “Ó meu Deus”. Quando começou a correr por Roma a notícia da sua morte o povo exclamava unânime: ” Morreu o Santo”. Nessa altura já havia mais de 1000 companheiros de Jesus, 100 casas e 12 províncias, sendo a primeira a província portuguesa. A 1 de agosto o seu corpo foi sepultado na Igreja de Santa Maria della Strada e em 1587 trasladado para a Igreja do Gesú.

Foi beatificado pelo Papa Paulo V em 1609 e canonizado a 12 de março de 1622 pelo Papa Gregório XV, juntamente com Francisco Xavier.

Tomai, Senhor, e recebei
Toda a minha liberdade, a minha memória,
o meu entendimento
e toda a minha vontade.
Tudo o que tenho e tudo o que possuo
Vós mo destes.
A Vós, Senhor, o restituo.
Tudo é vosso,
disponde de tudo segundo a vossa inteira vontade.
Dai-me o vosso amor e a vossa graça,
 que isso me basta.
( Santo Inácio de Loiola, EE.234 )

Bibliografia consultada, livros publicados pela Editorial A. O.

“Aventuras de um Santo - Vida de Inácio de Loiola”
Angel Antonio Pérez Gómez e Miguel Berzosa Martinez

“Em tudo Amar e Servir - Vida de Santo Inácio de Loiola”
Dário Pedroso, S.J.

 ”Inácio de Loyola - Fundador da Companhia de Jesus”         
Cândido de Dalmases, S.J.

“Inácio de Loyola - Álbum”                                                                               Karl Rahner, Paul Imhof e Helmuth Nils Loose

 

De 14 a 18 de agosto, acontece a Semana Inaciana, em homenagem a Santo Inácio de Loyola, sua história, suas obras e seus ensinamentos.

Para que todos possam se preparar para este momento, a equipe de Formação Cristã do Colégio São Luís oferece uma oração refletida.

Clique aqui e faça o download.

“Sei que sou totalmente amado…
e quando sou amado me sinto refeito
em meu dilaceramento.
O amor Dele conserva unido o que
está dilacerado e o que resiste.
Ai sinto este amor que perpassa minha alma.”

(http://www.vilakostkaitaici.org.br/)

Formação Cristã

Mais uma vez foi realizada com sucesso a semana de acampamento de férias para os alunos de 1.ª à 5.ª série do Ensino Fundamental I e II, que aconteceu de 1.º a 5 de julho.

Neste ano foi escolhido um lugar de acordo com as expectativas das crianças e que possibilitou um maior número de acomodações. Para tanto, após visitação antecipada e aprovação da APM e Direção do Colégio, foi eleito o Acampamento Aldeia, na Cidade de São Roque.

Os professores Guedes, Fábio, Rita e Paula, juntamente com Jeffrey, auxiliar de coordenação e a enfermeira Sandra acompanharam o grupo de 80 pessoas que foram liderados por 14 monitores e dois coordenadores do próprio local.

Os dias estavam bem quentes com noites frias e estreladas. As crianças puderam ter contato com animais (alimentaram cabras, andaram a cavalo, tiraram leite de vaca e até brincaram um pouco com dóceis cachorros). Eles também andaram de bicicleta entre as árvores e na grama, jogaram futebol, pebolim, ping-pong e outros jogos em grupo.

Os alunos aproveitaram o delicioso Tobo-Mata (escorregador de 80m de altura que desliza em meio às árvores), a trilha com seus cipós gigantes e o circuito radical realizado no meio da mata. As melhores brincadeiras foram as noturnas, nas quais em pequenos grupos todos se divertiram a valer com magias, mocinhos e bandidos. Além da baladinha, onde muitos bailarinos foram descobertos!

Confira aqui as fotos do acampamento.

Rita de Cássia Teixeira
Professora de Educação Física

“E Deus, soprando o barro, criou o homem à sua imagem e semelhança, dotando-lhe de vida.” (Gênesis)

Durante o estudo de esculturas, realizado no primeiro semestre nas aulas de Artes, os alunos da 1ª série E.M. trabalharam com pedra sabão. As obras produzidas encontram-se na Galeria do Colégio São Luís, onde podem ser admiradas por todos que passam pelo local.

A professora Edna explica que foram criadas formas que assumiram o papel de objetos, figurativos ou abstratos. Os alunos perceberam que a escultura é matéria viva que pode ser transformada por meio de sua criação em uma obra de arte.

Stella, aluna da 1ª série E.M., conta que foi um processo demorado e bem cansativo. “Passamos aulas moldando a pedra com a grosa e depois a lixando para que ficasse da forma que queríamos”, conta Stella, que se surpreendeu com o resultado: “ficou muito mais bonito do que esperava.”

Concordando com Stella, Lídia, auxiliar de coordenação e mãe do aluno Pedro, também da 1ª série E.M., diz que é recompensador ver as obras prontas depois de todo o trabalho que os alunos tiveram. “Após a exposição, os alunos levarão as peças para casa. Não vejo a hora, pois ficaram realmente lindas!”, diz Lídia.

Confira aqui as fotos da exposição.

Departamento de Comunicação

Dia
Hora
Sala C403
Sala C405
10/08 - Quinta-feira
14h15 às 15h45
Redação (todas as turmas)
Física (1ª e 2ª turma)
‘’
16h às 17h30
Física (3ª e 4ª turma)
11/08 - Sexta-feira
14h15 às 15h45
História (todas as turmas)
15/08 - Terça-feira
14h15 às 15h45
Biologia (1ª e 4ª turma)
‘’
16h às 17h30
Filosofia (todas as turmas)
16/08 - Quarta
14h15 às 15h45
Matemática (1ª e 2ª turma)
Geografia (3ª e 4ª turma)
‘’
16h às 17h30
Matemática (3ª e 4ª turma)
Geografia (1ª e 2ª turma)
17/08 - Quinta-feira
14h15 às 15h45
Inglês (1ª e 4ª turma)
Biologia (2ª e 4ª turma)
‘’
16h às 17h30
Inglês (2ª e 3ª turma)
18/08 - Sexta-feira
14h15 às 15h45
Português (todas as turmas)
22/08 - Terça-feira
14h15 às 15h45
Química (todas as turmas)

Coordenação da 2.ª série E.M

Missa comemora o Dia dos Pais

9 de Agosto, 2006

No próximo domingo, dia 13 de agosto, às 10h30, acontece a Missa da Família em homenagem a todos os pais no Salão Santo Inácio, no Colégio São Luís.

Pais e funcionários do Colégio estão convidados a celebrar a data juntamente com a sua família.

Participe!

Departamento de Comunicação

Venha participar dos plantões de dúvidas! Eles ajudarão a melhorar seu rendimento acadêmico.

Confira os horários abaixo:

PLANTÕES DE DÚVIDAS

Disciplina / Séries
Dia da semana
Horário
Local
Professor
Matemática -
5ª e 6ª séries
segunda-feira
13h00 às 14h00
3° andar
Maurício
Matemática -
7ª e 8ª séries
sexta-
feira
13h00 às 14h00
2° andar
Maurício
Química -
1ª série E.M.
quarta-feira
14h15 às 15h45
5° andar
Luana
Matemática -
1ª série E.M.
quarta-feira
16h00 às 17h30
5° andar
Márcio
Física -
1ª série E.M.
sexta-
feira
14h15 às 15h45
5° andar
James
Matemática -
2ª série E.M.
quarta-feira
14h30 às 16h00
4° andar
Márcio
Química -
2ª série E.M.
sexta-
feira
14h15 às 15h45
4° andar
Luana
Física -
2ª série E.M.
sexta-
feira
16h00 às 17h30
4° andar
James

Departamento de Comunicação

O Colégio São Luís realiza anualmente sua Mostra Intercolegial de Teatro com o objetivo de integrar, amadurecer e trocar experiências teatrais entre colégios particulares ou públicos.

Este ano a Mostra ocorrerá no mês de novembro e convidamos seu Colégio para brilhar em nosso palco.

A Mostra não tem caráter competitivo e existe apenas com o objetivo de trocar de experiências e ampliar o universo cultural dos alunos.

Inscreva os espetáculos da sua escola na 5ª MOSTRA INTERCOLEGIAL DE TEATRO pelo e-mail: antonio.paula@saoluis.org.

Serão aceitas inscrições de peças de alunos desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, além de grupos formados por professores ou funcionários da escola.

Este ano realizaremos um ciclo de leituras dramáticas de peças voltadas para o público jovem e estamos também à procura de novos textos ou de grupos dispostos a realizarem leituras. Especifique na sua inscrição se seu grupo gostaria de realizar uma leitura de um novo texto. (Se você não tiver um texto novo a ser lido, mas estiver disponível para ensaiar uma leitura, temos um banco de textos esperando para serem lidos.)

Inscrições abertas até 11 de setembro de 2006.

Motive seus alunos, reúna seus talentos e participe

Esperamos por vocês aqui.

Atenciosamente,

Tuna Serzedello
Depto. Cultural

Vinte alunos da 1ª à 3ª série do Ensino Médio do Colégio São Luís viveram divididos em duplas durante 13 dias em comunidades rurais de Montes Claros, interior de Minas Gerais. Lá, eles participaram da rotina de trabalhadores rurais, que vivem no campo e dele fazem seu sustento. Esta vivência oferecida pelo Colégio todo ano na época das férias de julho é a chamada Experiência de Comunhão e Participação, na qual conviver com o “homem da terra” pode servir como um momento de reflexão, auto-conhecimento, troca de afeto e novos aprendizados.

É consenso entre os alunos que participaram da Experiência que os laços afetivos e a confiança mútua que surgiram entre eles e suas “famílias” mineiras foi um dos aspectos mais marcantes da viagem. “As relações pessoais dessas famílias, a facilidade em compartilhar suas vidas, sua rotina, seus momentos são puros, você sente o quanto são sinceros”, conta Augusto, aluno da 2ª série do E.M.

Também aluna da 2ª série do E.M., Manuela voltou impressionada com a união das mulheres e na mudança de percepção do tempo. “Parece que lá as horas passam mais devagar. As pessoas produzem mais durante o dia, sempre trabalhando, e se orgulham daquilo que fazem”, completa a aluna, que compartilha essa observação com Luiza, aluna da 1ª série do E.M.

“As pessoas parecem que são muito mais bem resolvidas do que nós, além de serem muito interessados em participar da comunidade e da política”, conta Augusto, que lembra que todos lá se sentem plenamente satisfeitos com aquilo que fazem e a forma como vivem. Para Tomás, aluno da 1ª série do E.M., as pessoas encaram a vida de uma maneira diferente e parecem mais felizes por causa da sua fé. “A família onde fiquei já havia passado por algumas experiências difíceis e sempre manteve a fé como alicerce”, diz o aluno.

Valorizar a vida, as pessoas e os recursos que fazem parte de sua vida foi a conclusão que Guilherme, aluno da 1ª série do E.M. tirou da Experiência. Já Manuela voltou se sentindo mais tranqüila. “Aprendi como é bom e necessário ter momentos para ficar sozinha e refletir sobre a minha vida”, finaliza a aluna.

Ceciélio, assessor de Formação Cristã da 1ª série do E.M., um dos sete professores que acompanhou a turma de alunos na viagem, ainda faz um paralelo desta vivência com a história de Santo Inácio, quando este se viu privado de uma das atividades mais básicas do ser humano, como andar. “É como um armário que está fechado, mas bagunçado por dentro. Quando se vive algo assim é possível refletir internamente e colocar a ‘bagunça’ em ordem”, diz Ceciélio. Augusto concorda: “arrumei pelo menos uma gaveta”. O aluno sente que este foi apenas um começo de uma organização interna bem maior que ainda está por vir.

Confira aqui as fotos da Experiência de Comunhão e Participação de 2006.

Marcia Guerra
Departamento de Comunicação