Catorze professoras do São Luís participam de congresso de práticas docentes

Em sua nona edição, realizada no dia 27 de maio, o Congresso ICLOC (Instituto Cultural Lourenço Castanho) reuniu mais de 4 mil educadores para debater 978 práticas letivas em seções de trabalho agrupadas por temas. O Colégio São Luís teve uma participação expressiva no evento, com 14 professoras da Educação Infantil e Fundamental I, pré-selecionadas entre milhares de inscritos para apresentar seus trabalhos.

Amanda Pereira, Cristiane Leite, Carla Barion, Cristiane Ribas, Luciane Freitas, Karina Blanco, Graziella Julião, Mariana Trazza, Carla Lopes, Suzana Brino, Denise Moreira, Claudia D’Andréa, Ana Maria Figueiredo e Claudia Canova. Este foi o time que compartilhou práticas docentes no congresso.

“Essa possibilidade de troca de saberes e aprendizagem coletiva tem sido o mote das reuniões de formação de professores no Colégio São Luís, às 3ª feiras, pois entendemos que o ato educativo acontece por meio de trocas cognitivas e afetivas, mediadas pela linguagem, não só entre professor e alunos, mas também entre professores”, comenta Sueli Marciale, Coordenadora Geral. “Ensinar, também, exige aceitação do novo, com uma reflexão crítica sobre a prática, pensando no que se fez hoje e no que pode ser melhorado para amanhã. Por isso, foi feito o convite às professoras para que apresentassem as práticas, resultado desses estudos, no Congresso e trouxessem, também, contribuições de outras Instituições de ensino”.

“O Colégio São Luís chamou atenção pelo trabalho consistente que apresentou”, afirma a professora do 4º ano, Ana Maria, que leciona há 29 anos no Colégio. Motivada pela coordenação geral, falou sobre aprendizagem ativa a um grupo de aproximadamente 20 professores. “Contei sobre como fazemos para que o aluno participe mais da aula, sendo um agente da própria aprendizagem. É algo que estudamos na teoria, nas formações que os professores participam semanalmente, e temos transposto para a prática. O aluno, nesse processo, envolve – se desde o planejamento diário das aulas até a construção de conhecimentos, de sua própria aprendizagem”, explica.

“Todos ganham quando um professor ousa e acredita em seu trabalho”, diz a Diretora-Geral Sônia Magalhães: “Primeiro as crianças, que são a razão do nosso trabalho, depois os professores que crescem como profissionais e, finalmente, ganha o Colégio São Luís que conta com educadores cada dia mais seguros de seu próprio fazer educativo”.

Confira a seguir fotos e detalhes de cada um dos trabalhos apresentados no ICLOC:

INFANTIL 4
Prof. Amanda Pereira
Quem sou eu? Quem é você?
Vivemos atualmente uma modernidade líquida, que, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, torna as relações mais voláteis e o mundo cada vez mais individualizado. Partindo dessa visão, proporcionamos ao aluno experiências de interação com o outro e com culturas diferentes. Buscando com isso a vivência e internalização de valores como: respeito, justiça, tolerância etc. Valores esses, agora tão desgastados e até mesmo esquecidos na dinâmica social atual.
Durante esse trabalho o aluno encontrou as respostas para perguntar como: “Quem sou eu? E “O que me difere dos demais?”, construindo assim sua identidade e descobrindo o mundo e a si mesmo por meio do olhar do outro. A construção e realização dessa Sequência didática tornou concreto algumas dessas vivências e experimentações realizadas durante esse processo de descoberta do eu.
INFANTIL 4 E 5
Cristiane Leite e Carla Barion
Roda surpresa e artística: uma forma de aprender matemática brincando.
O ensino tradicional traz na sua essência a ideia de que as crianças aprendem matemática por repetição e memorização de conteúdo. Porém, há alguns anos, estudiosos apontam para a necessidade de repensar essas ideias. Segundo Piaget, a matemática é resultado do processo mental da criança em relação ao cotidiano, baseado no raciocínio lógico-matemático, que ajudará o sujeito a interpretar e compreender sua realidade. Os documentos oficiais em Educação têm destacado a importância do uso de diferentes linguagens no planejamento de aulas, como uma das formas de aprendizagem significativa na fase inicial da Educação Básica. A partir dessa reflexão e da necessidade de inovar o ensino da matemática, surgiram a Roda Surpresa e a Roda Artística.
Nossa proposta baseou-se na Teoria das Inteligências Múltiplas de Garder. E por que uma roda? Porque ela dá a ideia de ação, movimento, brincadeira. E foi através dela que trouxemos diversos recursos que possibilitaram o ensino da matemática.

INFANTIL 5
Cristiane Ribas e Luciane Freitas
Oralidade se ensina
A partir da escolha do conto favorito, elegido pela turma, foi lido com o grupo algumas versões para repertoriar, em seguida, foi apresentado a vida e obra de Mestre Vitalino, com isto, foi possível aguçar o interesse deles para a produção de um “Stop Motion” e a elaboração dos personagens.
A turma foi discutindo quais as partes da história que queriam representar e organizando o que seria necessário para a elaboração.
Os papéis também foram distribuídos e cada um pode contribuir tirando fotos dos cenários, montando o cenário, gravando a história e analisando se a organização foi pertinente ou não para chegar no produto final que foi a produção do DVD com o Conto produzido em “Stop Motion” pela turma.

2.º ANO
Karina Blanco e Graziella Julião
O aluno como protagonista no processo de aprendizagem
Este trabalho vem mostrar a importância de uma prática de ensino onde o aluno possa acuar como protagonista do processo de aprendizagem. O objetivo é compartilhar estratégias em sala de aula que tornem o ensino mais atraente e desafiador, aprendizagem pela experiência, pela partilha de conhecimentos prévios, garantindo a construção do conhecimento a partir de vivências significativas. A proposta nos possibilita construir uma sequência didática que estabeleça relação entre a teoria e a prática e permite ao mesmo tempo, analisar aspectos da intervenção docente.

3.º ANO
Mariana Trazza e Carla Lopes
Matemática invisível
O mundo apresenta a Matemática invisível, a matemática das formas, medidas, proporções, simetrias e perspectivas que muitas vezes estão escondidas em uma pintura famosa, em um monumento importante e até mesmo em sala de aula. A sequência de trabalho tem por objetivo sensibilizar o olhar à percepção da Matemática encontrada em algumas diferentes produções culturais da humanidade. A partir dessa percepção, assumindo postura investigativa e reflexiva, os estudantes do Ensino Fundamental I poderão aprofundar seu conhecimento sobre formas geométricas, simetria e perspectiva que podem ser apresentadas indiretamente.

4.º ANO
Suzana Brino e Denise Moreira
Sequência didática: O aluno protagonista na aprendizagem da Matemática.
O projeto apresenta um trabalho na Disciplina de Matemática a partir do uso de uma Sequência Didática. Na execução dessa sequência, o aluno atua no seu processo de aprendizagem percebendo que a Matemática não se constitui apenas por números, cálculos e problemas. Por meio de experiências significativas inseridas na realidade do aluno, este percebe a disciplina com uma infinidade de formas e desenhos que podem ir além das páginas dos livros. A Matemática está presente, por exemplo, em obras de arte que todos estão acostumados a ver, em construções e locais que estão ao seu redor.
Através do levantamento de conhecimentos prévios, observação da realidade que nos cerca, atividades atraentes e contextualizadas, o aluno aproximou a Arte à Matemática, trouxe para a sala de aula a emoção, a sensibilidade, a intuição, a fruição e a imaginação, fazendo-as interagir com os conceitos matemáticos.

4.º ANO
Claudia D’Andréa e Ana Maria Figueiredo.
O papel do professor na construção de uma metodologia ativa
Nossa proposta surgiu da necessidade de tornarmos a aprendizagem mais ativa para que o aluno saísse da atitude passiva diante do professor e se tornasse o agente de sua própria aprendizagem.
Para que isso se tornasse realidade, precisamos rever nosso papel enquanto pessoas e profissionais, pois tivemos que buscar novos caminhos.
O embasamento teórico nos ajudou na formação de novos conceitos e na busca de novas propostas além de termos a participação de profissionais preparados para nos orientar e apoiar nesse novo desafio.
Portanto, o que trazemos a vocês são nossas experiências, os conhecimentos que buscamos, os desafios que enfrentamos e estamos enfrentando, isso porque nosso trabalho não está finalizado e nunca estará pronto. A cada dia novos desafios nos fazem e nos farão parar para retomar a caminhada, revendo, corrigindo, buscando novos conhecimentos.
No entanto, carregamos uma certeza: a de que precisamos buscar uma pedagogia diferente que saliente os conhecimentos gerais, que prepare o aluno do século XXI para que saiba fazer uma leitura consciente e modificadora do seu tempo, intervindo para a formação de uma sociedade mais igualitária e feliz.

5.º ANO
Claudia Canova
Com saúde não se brinca
Quais desafios motivam as crianças a quererem saber mais? As situações de ensino e aprendizagem, são muito importantes e significativas para os alunos e bastante desafiadoras para os professores. As vivências de ambos, a realidade a ser conhecida, as relações com o meio e os processos que integram esses elementos, visam promover o desenvolvimento de conceitos e capacidades cognitivas, fundamentais para a formação do aluno. Nesta sequência, você poderá acompanhar as atividades organizadas, com o foco de trabalho voltado para comportamentos fundamentais do ser humano. Ela considera acontecimentos ao longo da história, hábitos e atitudes comuns ao dia a dia das pessoas, que interagem com o ambiente e refletem as escolhas e ações dos dias atuais. Dá ao aluno as condições de escolha, ao mesmo tempo em que lhes mostra consequências com a falta de cuidado com a saúde, alimentação, saúde e higiene.