Novos integrantes do sistema de representação estudantil assistiram a palestras sobre diversos temas e simularam uma Assembleia do Conselho de Representantes

Em continuidade ao projeto Democracia e Participação foi realizado, na última sexta-feira de abril, o Encontro para Formação de Lideranças, voltado aos alunos eleitos membros do sistema de representação estudantil do Colégio São Luís. Durante todo o dia integrantes do Grêmio e Representes de Sala assistiram a palestras sobre diversos temas e simularam uma Assembleia do Conselho de Representantes.

Já na chegada os mais de 180 alunos foram separados em grupos para que pudessem assistir, em sistema de rodízio, às três palestras programadas para o período da manhã: “Políticas Públicas e Democracia”, com Alessandra Almeida (PUC-SP); “Práticas Políticas e Juventude”, com Paula Alegria (USP); e “Política e Participação”, com Rafael Araújo, Diretor do Ensino Médio do CSL e professor de teoria política do Programa de Estudos Pós-Graduados da PUC-SP.

“Minha palestra teve a dupla função de explicar aos alunos como funciona o projeto Democracia e Participação e de que forma ele é equivalente a um sistema republicano. Para que eles entendam o que é política e a importância da participação política, usei autores como Aristóteles, Hannah Arendt e Max Weber. A intenção é mostrar que as teorias existem para ajudá-los a compreender a realidade vivida dentro e fora da escola”, explicou Rafael.

Na discussão sobre “Práticas Políticas e Juventude”, Paula Alegria aproveitou os 50 anos da onda de protestos que marcou o mês de maio de 1968, na França, para lembrar que eles começaram com manifestações estudantis por reformas educacionais. “A importância do movimento estudantil para o engajamento político e social extrapola os muros da escola. Temos percebido ao longo do tempo como questões prementes da sociedade, como as relativas a gênero, sexualidade e religião, além das étnico-raciais, têm pautado os movimentos estudantis”.

Já Alessandra Almeida, na palestra “Políticas Públicas e Democracia”, falou sobre a necessidade de uma observação crítica da sociedade e da desconstrução de conceitos tomados como absolutos antes de se pensar em participação política. Ela também recomendou aos alunos ter em mente que não é possível “abraçar o mundo” quando se trata de resolver os problemas do meio em que se vive. “A empatia é o ponto de partida para a escolha de uma área ou tema no qual se queira atuar, pois existe um mundo de coisas para resolver. Seja por uma questão de faixa etária, gênero ou classe social, é importante ter um vínculo com aquele tópico. Assim, a chance de se frustrar e desistir é menor”.

No período da tarde, os alunos eleitos como Representantes de Sala se reuniram para simular uma sessão da Assembleia do Conselho de Representantes, que acontece oficialmente na próxima sexta-feira, dia 11 de maio.
Em paralelo, os integrantes dos Grêmios noturno e diurno se dividiram em secretarias e trabalharam nos seus planos de ação para 2018.

As duas palestrantes deixaram suas impressões sobre o projeto Democracia e Participação: “Ao estimular e fortalecer o engajamento, a escola ajuda na formação do senso crítico dos alunos para que possam, dentro e fora daqui, contestar sistemas e lógicas dominantes de maneira embasada”, declarou Paula Alegria. Para Alessandra Almeida “o projeto ajuda a formar pessoas para o diálogo e a construção de consenso, coisas fundamentais para o processo das decisões políticas”.