Artigo de Claudio Cassimiro, educador da Humanística – Formação Humana e Cristã

A Missão Urbana aconteceu. Foram momentos de envolvimento, entrega e solidariedade.

Os alunos passaram por várias experiências. Um grupo de alunos conviveu com moradores de rua e refugiados no Arsenal da Esperança. Outro grupo experimentou a realidade das crianças e dos adolescentes do Centro de Crianças e Adolescentes (CCA), mantido pela rede jesuíta Fé e Alegria.

Num primeiro momento, durante dois dias de preparação na Vila Gonzaga, os participantes refletiram sobre o que é ser um voluntário. Numa das dinâmicas, caminharam com os pés amarrados e relacionaram a vivência ao desafio de trabalhar em equipe para chegarem todos juntos (e bem) ao final. Entrosados e cientes da missão assumida, saíram preparados para o que viria a seguir.

Começa a canção…

Um grupo se hospedou no Arsenal da Esperança durante a missão. O outro grupo dormia na Vila Gonzaga, mas todos os dias ia até o CCA – Fé e Alegria.

Os jovens do grupo do Arsenal se revezaram em trabalhos pequenos, mas de grande valia: dobrar roupas, arrumar camas, organizar e vender peças no bazar. Também limparam uma praça, preparando-a para uma festa julina.

Todas as noites havia um momento de partilha sobre a experiência vivida. Numa grande “ roda de conversa” trocaram experiências com refugiados. Visitaram o museu da Imigração que fica ao lado do Arsenal. Tiveram uma linda gincana com as crianças de uma comunidade atendida pelos padres.

Que linda canção se formou nestes dias. Cada um deu de si um pouco para que todos fossem um tiquinho felizes. O fato de estarem alojados no Arsenal fez com que os jovens pudessem experimentar o carinho e a dignidade oferecidos a quem não tem um lar.

Com muita Fé e Alegria, o grupo que se dedicou às crianças também trabalhou muito: acolheu, cantou, dançou, encontrou na música uma linguagem comum e atual. Além disso, promoveu uma gincana nas dependências da Vila Gonzaga.

Ouvir histórias de vida de crianças e adolescentes é sempre uma magia, mas também é um momento de sentir a dor do outro e se colocar no seu lugar. Perceber que todos desejamos ser felizes.

Assistimos de camarote uma peça apresentada por um grupo de crianças e adolescentes do Fé e Alegria. Um espetáculo desde a sua preparação e até o momento do show. Eles fazem muito com pouco, mas com intensa garra e determinação.

Outra canção se fez…

Os dois grupos encerraram a missão com um missa e depois retornando a Vila Gonzaga para uns mimos juninos, digo “julino”, pois todas coisas eram do tempo junino.

Já no dia seguinte, arrumar as malas e olhar para experiência vividas e “esperar pelos frutos do quintal”.

A avaliação feita foi positiva, mas tem seus acertos a serem feitos.

Saímos a sensação de que ainda há muito por fazer, mas queremos continuar voluntários para melhorar um “tiquinho” o mundo.

Canção pronta. Cantemos daqui pra frente…