A mudança de sede do CSL, prevista para 2020, pretende enriquecer a experiência educacional de alunos e professores

Nas últimas décadas, tem-se discutido a importância do espaço/ ambiente escolar no desenvolvimento e na aprendizagem de crianças e jovens, bem como nas relações entre pares e no papel do educador.

Pesquisas realizadas mostram que os espaços físicos escolares interferem positivamente no ensino, atuando como o terceiro educador (precedido pela família e pelo professor, respectivamente). Esses espaços devem possuir qualidades que os tornem capazes de promover relacionamentos agradáveis entre as pessoas; de gerar mudanças; de favorecer escolhas; e de propiciar aprendizagens.

Como forma de acompanhar os desafios impostos por essa nova conjuntura e oferecer aos alunos uma experiência de aprendizagem plena e enriquecedora, o projeto pedagógico do CSL 2020 contempla a construção de uma nova sede. Concebida para ser um espaço adequado a diferentes práticas pedagógicas, a arquitetura do novo prédio do Colégio São Luís assumirá um papel ativo nas experiências educacionais dos estudantes.

“As salas de aula, por exemplo, não podem mais ser as tradicionais, já que a dinâmica entre professor e aluno é muito diferente hoje”

Sérgio Athié, arquiteto

Assim, ao nos referirmos ao espaço escolar, temos em mente que ele é resultado de um conjunto de ambientes que devem proporcionar desafios e provocar interações e aprendizagens. Portanto, não pode ser considerado apenas um espaço físico: ele é temporal, relacional e funcional.

Na grande maioria das escolas brasileiras, porém, a estrutura e a disposição de móveis em sala de aula ainda reproduzem um modelo em que o conteúdo é passado de professor para aluno, com carteiras enfileiradas e todos voltados para a frente. Tradicionalmente, as escolas foram projetadas para obedecer a uma lógica que prioriza o ensino (sem necessária relação com a aprendizagem) e faz do professor o centro do processo.

“Atualmente, todos os projetos voltados para a área da educação, menos no Brasil e mais em outros países, já incorporam novas técnicas. As salas de aula, por exemplo, não podem mais ser as tradicionais, já que a dinâmica entre professor e aluno é muito diferente hoje”, observa Sérgio Athié, arquiteto e sócio do escritório Athié Wohnrath, responsável pelo projeto da nova sede do CSL.

Sabemos que hoje o desafio é preparar a criança e o jovem para viver em uma sociedade em constante transformação. Para tanto, deve-se desenvolver neles a capacidade de rápida adaptação, a criatividade, a colaboração, a responsabilidade, a autonomia e a competência para administrar os recursos tecnológicos existentes.

 

*Essa matéria foi publicada na 32ª Edição da Revista Pilotis (2019), publicação interna do Colégio São Luís. Quer ler a edição completa? Acesse o Issuu para ler on-line ou o site do CSL para solicitar a edição impressa.