Projeto Educativo Comum

O Projeto Educativo Comum orienta colégios da Rede Jesuíta de Educação na revisão de seus currículos. 

No final de agosto, aconteceu o lançamento oficial do Projeto Educativo Comum da Rede Jesuíta de Educação. Construído de forma coletiva pelas 17 unidades de ensino no Brasil, que educam em torno de 30 mil alunos, o documento serve como um norte para o processo de atualização pelo qual os colégios da rede estão passando.

Conheça, a seguir, os principais pontos abordados pelo PEC:

Trabalho em rede

Constituída há apenas dois anos, a Rede Jesuíta de Educação do Brasil zela pela identidade e missão inacianas, além de criar formas de fazer circular boas práticas, pessoas e recursos. Trata-se de um trabalho em andamento, que pode ser percebido em diversos níveis: desde o logo nos materiais de comunicação do Colégio São Luís até as atividades pedagógicas que integram vários colégios, como o concurso de redação, passando por campanhas humanitárias e reuniões de gestores.

Formação Integral

A proposta pedagógica das escolas jesuítas está centrada na formação da pessoa para toda a vida e por inteiro, nas dimensões cognitiva, afetiva, ética, espiritual, comunicativa, estética, corporal e sociopolítica. Proporcionar uma formação integral e integradora resume-se pela missão definida por 5 cês: excelência na educação de pessoas criativas, competentes, conscientes, compassivas e comprometidas.

Currículo

Já está acontecendo no Colégio São Luís uma atualização para enriquecer a matriz curricular obrigatória e incorporar propostas interdisciplinares, utilizando melhor os espaços, tempos e recursos disponíveis. A avaliação trimestral é uma das mudanças no sentido de permitir mais profundidade nas aprendizagens, em contraste à profusão de conteúdos superficiais e desarticulados.

Religião

O colégio é sim um ambiente apostólico, cuja essência é a oferta de uma educação com base em valores religiosos – mas não é uma paróquia. A tradição da Companhia de Jesus ensina que a função da escola é a formação de valores, no caso valores cristãos. “A vivência religiosa na escola será sempre uma oferta, uma alternativa, mas seu lugar privilegiado é a família, a partir do exemplo”, diz Sônia Magalhães, diretora geral do Colégio São Luís.

Diversidade

O desafio de articular fé e justiça no currículo leva os colégios da Rede Jesuíta a considerarem, no espaço escolar, os temas referentes a gênero, diversidade sexual e religiosa, novos modelos de família, questões étnico-raciais, elementos referentes à cultura-africana no Brasil e todos os temas similares relacionados a categorias ou grupos sociais que sofrem discriminação, violência e injustiça.

Relação professor e aluno

Dar autonomia aos alunos e colocar o foco da educação na aprendizagem – objetivos apontados pelo PEC – não significa deslocar a responsabilidade do processo educativo para o aluno. Ao contrário: o professor deve preparar suas aulas de modo a favorecer o contato ativo dos alunos, mediando a construção do saber e oportunizando vivências que acolham a diferentes tempos e formas de aprender. “Os estudantes geralmente amam o colégio, mas não gostam das aulas, por considerarem as mediações pouco dinâmicas e diversificadas gerando cansaço em vez de encanto”, comenta Padre Sündermann.

Inclusão

A proposta de inclusão ancora-se na garantia de direitos, visando atender às exigências de uma sociedade que vem combatendo preconceitos, discriminações, barreiras entre indivíduos, povos e culturas. Uma escola inclusiva não só oferece recursos especializados, mas também um espaço que valoriza a diversidade, no qual se experimentam as vantagens de um ensino e de uma aprendizagem cooperativos. Além disso, a inclusão social na rede é feita por meio de 5.000 bolsas, ou 17% do total.

Meio ambiente

A educação jesuítica considera mais as demandas por sustentabilidade ambiental do que as pressões para o desenvolvimento econômico, viciadas na exploração dos recursos naturais.

Tecnologia

A meta é contemplar o uso de tecnologias para transpor limites físicos e temporais da sala de aula, permitindo inovações nos métodos de ensino e aprendizagens significativas.