Conheça as produções dos estudantes do Colégio São Luís que foram mais votadas no concurso realizado em conjunto pelas escolas jesuítas do Brasil

Os estudantes do 7.º, 8.º e 9.º anos do Ensino Fundamental produziram desenhos, fotografaram cenas e escreveram textos sobre questões relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento da ONU, para participar do concurso nacional proposto pela Rede Jesuíta de Educação (RJE) a todas as escolas jesuítas no Brasil.

Anualmente, os estudantes são convidados a refletirem com os professores sobre uma mesma temática e expressarem suas percepções e seus aprendizados em produções que farão parte do concurso. Os vencedores são escolhidos por votação entre os estudantes em uma plataforma on-line, onde podem conhecer os materiais produzidos por outros estudantes da RJE.

As obras mostraram não somente talento e criatividade, mas também percepções de um cidadão global, que pensa sobre as questões humanas de maneira integral.

No início do próximo ano letivo, um livro será publicado com as produções mais votadas.

 

Produções Artísticas

FELIPE_CARLOS_SAVOIA_GLÜCKSMAN_CSL_A face da compaixão-2

Aluno Felipe Carlos Savoia Glücksman – A face da compaixão

HELENA_SILVA_TELLES_CAIERO_CSL_Você nunca estará sozinho-1

Aluna Helena Silva Telles Caiero – Você nunca estará sozinho

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Produções Fotográficas

Isabel Leonis Cintra Codorniz_CSL_Futebol é para mulher-1

Aluna Isabel Leonis Cintra Codorniz – Futebol é para mulher

Pedro Murari_CSL_Galhos Descendentes-2

Aluno Pedro Murari – Galhos Descendentes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Produções Textuais

Menino invisível
Aluna Carol Pinheiro Baiki

Era mais um dia barulhento, só se ouviam as buzinas de carros, às vezes alguém soltava um palavrão, ou até mesmo uma cara feia. E eu, como todas as manhãs, estava camuflada dentro do meu carro, apenas observando.

Em meio a toda aquela multidão estressada, tinha um menino. Ele calçava um chinelo, suas roupas eram rasgadas e segurava um pacote de balas.

Como todos os dias, aquele menino vinha tentar vender algumas balas para ganhar um mísero dinheiro, para, no final do dia, ver se conseguia comprar algo para comer.

Que mundo estamos vivendo? Enquanto alguns moram em mansões, ou até têm duas casas, aquele menino sequer tinha onde dormir.

E como sempre, comprei uma bala dele. Não sei como não enjoei do sabor, era sempre o mesmo saquinho de balas de banana. Mas aquilo não importava, pois, quando comprava, ele me retribuía com um sorriso que valia muito mais.

Ele continuou passando pelos carros, para ver se alguém compraria suas balas. Uma mulher o encarou, abaixou a janela e gritou: “Vai estudar, garoto!”. E todos olhavam para o menino como se ele fosse um vagabundo, um “menino errado”.

Errada é essa sociedade, completa de desigualdade, sem um pingo de empatia e que ignora essa situação. É desumano tratar esses meninos como invisíveis.

 

A minha vida que ninguém conhece
Aluna Silvia Yoshida Adachi  

O dia começou chuvoso. Maravilha, mais dificuldade para o meu dia!

Mesmo a chuva caindo sobre o meu rosto, pego minhas bolinhas de tênis e começo a fazer a única coisa que sei (que lembro): malabarismo. Quando termino, ninguém abre a janela para me ajudar. Bom, isso não importa.

Continuo minha apresentação até não aguentar mais, meu estômago já está doendo, e não consegui nada.

Sinto um cheiro muito bom vindo de um restaurante, era hora do almoço. Quando chego mais perto, todos me olham como se fosse uma bactéria, e querem distância de mim, alguns parecem com medo e protegem seus pertences.

Saio de lá correndo, aqueles olhares que me tratam como um demônio, nunca vou me acostumar, na verdade nunca vou entender.

Mas, e agora? O que eu faço? Nem tenho o que comer. Por que minha vida é assim? Por que as pessoas fogem de mim? Por acaso alguém repara em mim? Se fosse um poste no meu lugar, acho que seria a mesma coisa. Não entendo a injustiça neste mundo, uns têm tanto e nem ajudam quem precisa, e outros têm pouco, mas ajudam como podem.

Olhei para o outro lado da rua e vi uma menina com um vestido bonito e elegante, será que ela aguentaria fazer o que eu faço?