Entre os dias 9 e 11 de setembro, mais de 200 estudantes de 9º ano à 3ª série do Ensino Médio dedicaram-se ao que eles afirmam ter sido uma das melhores experiências de aprendizagem de suas vidas. Estamos falando aqui da X SINU, Simulação Interna das Nações Unidas, um modelo de atividade em que os alunos atuam como secretários da ONU, diplomatas, jornalistas ou staff.

Participaram da X SINU alunos do Colégio São Luís e São Francisco Xavier, inscritos na equipe de imprensa ou em cinco comitês: Grupo Internacional de Petróleo, Organização Mundial do Comércio, Reunião para a Resolução da Crise Balcânica, Conselho de Segurança das Nações Unidas e Conselho de Direitos Humanos. Os alunos-delegados defenderam a política externa de seus países na busca de soluções para problemas atuais e espinhosos, como a crise dos refugiados e a liberalização do aborto, ou rever episódios históricos, como quando, em 1999, a OTAN bombardeava em territórios sérvios e o ex-presidente da antiga Iuguslávia Slobodan Milosevic se recusava a qualquer proposta de armistício.

Para assumir uma responsabilidade como essa os estudantes tiveram, portanto, de estudar a cultura, a economia e a atuação do país representado na ONU. Enfrentaram, ainda, o desafio de assumir um posicionamento público, com cuidado para adequar a linguagem à simulação diplomática e demonstrar clareza e objetividade em suas falas. Vestiram-se conforme os costumes e o protocolo de uma reunião formal. A comissão organizadora, então, trabalhou intensamente por seis meses: foram atrás de patrocínio, criaram o site, organizaram as inscrições, definiram as pautas dos debates, solicitaram o coffee break e etc.

Tudo isso porque se comprometeram em levar à frente a SINU, que em sua décima edição já virou uma tradição do Colégio São Luís. Afinal, neste modelo totalmente gerido pelos estudantes, alunos mais experientes compõem a mesa diretora dos comitês, contando os tempos de exposição e eventualmente pedindo decoro para prosseguir os debates.

Não importava o sol e a agitação que fizesse do lado de fora, a atenção e o coração dos alunos estava ali: na busca pelo entendimento e pela convivência multicultural. Na alegria de descobrir que embora tão jovens eles são capazes de compreender as injustiças e os desafios do mundo – e de fazer algo para transformá-lo.

Como resume a aluna Beatriz Oliani, em seu discurso de encerramento na posição de Secretária Geral da SINU:  “Ao mesmo tempo que nos indignamos com as incoerências de nosso mundo, temos a possibilidade de olhar para a mesa ou para o comitê ao lado e constatar que ainda há vontade e ambição pela democracia. A SINU mostra que podemos mudar o mundo usando o diálogo e o respeito”.

Confira a seguir fotos do evento.