Por Ana Paes, Helena Lima e Marianna Paranhos

A X SINU se iniciou com a emocionante cerimônia de abertura regida pelos Secretárias Geral e Administrativo-Financeiro da Simulação, incluindo também uma participação mais do que especial de um dos idealizadores da primeira Simulação Interna das Nações Unidas – SINU. As leituras de discursos realizados pelos participantes foram objetivas e direcionadas aos participantes do evento.

Logo após a abertura, as primeiras sessões se iniciaram. No começo, foram menos intensas devido às leituras dos Documentos de Posicionamento Oficial – DPO´S, porém, logo após, as discussões tornaram-se intensas e acaloradas, pois refletiram a profundidade e o comprometimento dos delegados. As agendas de trabalho foram definidas e debatidas durante um longo período e depois, declaradas oficiais. A maior parte dos comitês não conseguiu concluir a agenda, por ocorrer uma parcialidade ideológica de diversas nações. As demandas foram questionadas de maneira profunda.

O segundo dia da simulação foi marcado pelas crises em todos os comitês, algumas foram mais curtas, como no caso do comitê histórico Reunião para a Resolução da Crise dos Balcãs-RRCB, que durou aproximadamente duas horas. A RRCB teve como objetivo principal pôr um fim na guerra de Kosovo. Os países que podiam interferir com tropas foram apenas nações do Oriente, que são neutras à OTAN. O auxílio econômico viria de todos os países possíveis, como por exemplo: Brasil, Namíbia, Canadá e os Estados Unidos da América.

No Conselho de Segurança (CSNU), houve um protesto contra os refugiados na Alemanha – que durou por volta de sete horas – realizado pelos extremistas europeus, que ocorreu de forma violenta, pedindo a manutenção da cultura alemã e a redução do número de asilos oferecidos na Alemanha, deixando dez refugiados sírios mortos. O governo alemão decidiu levar esses estrangeiros de volta para seus respectivos países. Caso eles desejassem permanecer no país, deveriam realizar um cadastro alemão. O comitê não apresentou conclusões claras em relação à pauta oficial.

A Organização Mundial do Comércio (OMC), desde o início, teve uma pauta polêmica que manteve seu foco em relação aos dois primeiros itens da agenda oficial: dumping, biopirataria e o embargo dos EUA a Cuba, que se pronunciou ativamente apenas na penúltima sessão. Segundo o diretor Benedetto Giannelli, por ser um comitê de ex-alunos, os delegados estavam bem preparados e, portanto, apresentavam uma discussão com um bom embasamento. Por causa disso, o comitê apresentou mais de uma crise, diferenciando-se de todos os outros. Neste comitê também não houve a conclusão da agenda pois “o comitê está travado, mas não porque não há boas propostas, mas sim pelo excesso delas”, segundo os delegados participantes da discussão.

No Conselho de Direitos Humanos – CDH, a crise ocorreu devido ao sequestro de 46 nigerianas, realizado pelo Boko Haram. Embora as meninas da Nigéria tenham sido salvas, não houve a solução dessa crise, já que a única oriental do grupo foi executada. Estima-se que o conflito tenha durado em torno de cinco horas. As discussões traziam, fora da crise, a Revisão Periódica Universal com foco no Brasil, Rússia e Nigéria (sendo que, entre eles, os mais inflexíveis eram Nigéria e Rússia).

Enquanto isso, a volta do petróleo iraniano no mercado mundial foi discutida no Grupo Internacional do Petróleo – GIP – em que houve um monopólio de fala dos EUA. Eles queriam um preço maior que o necessário e sugerido pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo – OPEP, e falaram para outros exportadores que arrumassem outra alternativa além do petróleo, o que é inviável para esses Estados. Já a crise nesse comitê durou seis horas. A resolução centrou-se no preço dos barris de petróleo.

Para o Comitê de Imprensa, pela primeira vez em quatro anos, não houve uma crise da impressora. A crise desta vez esteve relacionada às dificuldades em cobrir as crises, pois o acesso aos comitês e às informações ficou restrito até a resolução dos problemas apresentados, o que deixou os jornalistas sem matéria ou noção do que foi debatido dentro dos respectivos comitês. Depois de muito sufoco e desespero por informações, houve uma abertura na resolução do problema. Os assessores de imprensa também tiveram longas discussões sobre todas as pautas presentes na SINU, já que produziram todos os jornais virtuais e impressos.

Agradecimento

A X Simulação Interna das Nações Unidas chegou ao fim na noite de domingo 11/09/2016. Muitas lembranças ficarão desse incrível final de semana, seja por causa das intermináveis horas de crise ou da união proporcionada por comitês que se ativeram na formação de alianças e amizades que jamais esqueceremos. Nós, membros do Comitê de Imprensa da X SINU, gostaríamos de agradecer muito a presença de todos, e a colaboração com nossos jornalistas, delegados, diretos, staffs e todos os outros que participaram direta ou indiretamente. Esperamos que a experiência tenha sido proveitosa e que, ano que vem, a experiência possa se repetir, pois a SINU fará falta e marcou 2016 de uma forma inexplicável.