Crescer em uma sociedade cada vez mais dependente da Internet (e da tecnologia, de um modo geral) permite às crianças acessar, de forma rápida e dinâmica, diversas fontes de informação, entretenimento e educação. Por outro lado, a onipresença da Internet abre espaço para discussões importantes sobre segurança dos dados pessoais, privacidade, consequências geradas por conteúdos impróprios postados e compartilhados nas redes sociais e, principalmente, bullying.

Buscando estimular o senso crítico dos alunos e alertá-los para os prejuízos do uso inadequado da Internet, o Laboratório da Humanística do 6º ano do EF II, intitulado “Crescer com responsabilidade: abrir se para o novo e para o outro”, abordou o tema em suas dinâmicas.

Na primeira delas foi trabalhado o compartilhamento de informações. Os educadores avisaram aos alunos que possuíam três tipos informação: uma montagem com a foto de alguém, um meme com a foto de alguém e um papel contendo um boato. Três alunos foram escolhidos para receber as informações e cada um podia escolher mostrar para todo o grupo, mostrar apenas para um colega ou guardar a informação consigo. Em seguida, os alunos se dividiram em grupos e leram uma reportagem sobre um professor que sofreu difamação na web e, por isso, processou o aluno responsável pelas publicações. Baseados nesse caso e na dinâmica feita anteriormente, eles discutiram as seguintes questões: o que fazer com uma informação que pode prejudicar alguém, especialmente na Internet?; o que deve ser levado em consideração antes de postar ou compartilhar publicações nas redes sociais?; como agir em caso de difamação na Internet?; a vida virtual pode criar problemas reais?

Na “Fronteira do bullying”, segunda atividade do dia, os alunos relataram em cartões, de forma anônima, duas situações distintas: algo feito ou dito por um colega e que não os agradou e uma brincadeira feita por eles com um colega. No chão, uma fita demarcava o limite entre brincadeira, bullying e agressão. À medida que os cartões eram lidos pelos educadores os próprios alunos escolhiam em que categoria se encaixava o relato. Ao final, eles definiram as características do bullying e discutiram estratégias eficientes para prevenir e combater as situações apresentadas.

Por fim, como antídoto para o bullying, cada aluno recebeu um crachá no qual os colegas puderam escrever seis qualidades que o definiam.

“Os Laboratórios de Humanística são um espaço importante para observar as relações entre os alunos, identificar suas características e buscar novos vínculos entre os pares e seus professores”, afirma Tuna Serzedello, Coordenador da Dimensão Socioemocional. “O trabalho é árduo e contínuo para que as relações no ambiente escolar sejam saudáveis e construtivas, criando um lugar de harmonia e propício para potencializar o aprendizado de todos”, conclui Mônica Polônio, Orientadora Educacional do 6º ano do EF II.

No período da tarde os alunos puderam confraternizar e se divertir com jogos de futebol, futsabão e vôlei.

Conheça mais sobre o trabalho de prevenção e combate ao bullying desenvolvido pelo Colégio São Luís.